Atualizações e Novidades!

Oi pessoas!

no início dessa semana eu decidi que já estava na hora do blog sair do papel, então fui à página do blog no Facebook e publiquei o post inicial nela (esse outro aí que foi publicado há 2 anos). Eu queria montar um esquema bonitinho de como atualizar o blog, listar os assuntos,  fazer um cronograma etc… OK, parece ficção científica, mas eu queria criar uma estrutura que eu pudesse usar pra manter o blog funcionando, para que ele não se tornasse mais uma coisa que eu comecei e que depois ficou abandonada.

Mas parece que o meu inconsciente resolveu conspirar a meu favor ao invés de contra mim (finalmente!). Então eu acabei movimentando o blog no Facebook mesmo sem esse plano.  Mas além disso,  há 2 dias consegui criar um sistema para ir traduzindo o material que eu já havia planejado compartilhar com vocês!

E tem mais… ontem eu resolvi checar a página ADD Resources, que foi a minha 1a fonte de informação sobre como viver com o TDAH e também a página que me inspirou a começar esse blog. Descobri que a proposta do site mudou radicalmente e resolvi enviar um email pra eles, pedindo permissão para traduzir e publicar os artigos que estavam disponíveis para os não-assinantes (nem toda informação era de graça, parte dos artigos só estava disponível pra quem pagasse a assinatura anual). E adivinhem só… recebi a resposta hoje de que a) TODOS os artigos hoje estão disponíveis de graça e b) tenho autorização para traduzir e publicar todos eles aqui!

Então, ao invés de uma postagem de apresentação agora eu tenho duas pastagens de apresentação pra escrever… e eu já comecei, então fiquem ligados porque tem muito conteúdo vindo por aí.

Vamos iniciar com uma série de artigos do blog da Jenny Knight, que vocês provavelmente não conhecem ainda mas vão conhecer em breve. E em algum momento no meio dessas postagens vou começar a postar as traduções do site ADD Resources aqui. E estamos apenas começando!

Eu ODEIO pontos de exclamação e escrever em caixa alta, então vocês podem ver como eu estou animada com todos esses acontecimentos – todos os parágrafos terminam com “!” – OK,  esse aqui será a exceção que confirma a regra. Então… aguardem (-;

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Olá Distraídos, Agitados e Não-Rotulados!

Finalmente nasce o blog com o qual eu sonho desde o ano passado, para falar sobre o TDAH, que é uma condição neurológica ainda bastante desconhecida e rodeada de polêmica. Alguns chamam de Transtorno, outro de Dom, para alguns é apenas uma doença psiquiátrica a ser controlada com medicação, para outros é um desenho alternativo e até mais evoluído do cérebro… e também tem gente que diz que não existe, que é uma invenção com o objetivo de vender remédio, ou uma desculpa esfarrapada para problemas que todo mundo tem. 


Pra mim o processo de formar uma opinião decente sobre qualquer coisa começa com Informação. Então, há quase 2 anos comecei o processo de buscar informação sobre mim mesma e esse TDAH que talvez eu tivesse. Confesso que já conhecia o nome, mas nunca me interessei em olhar de perto o que era, assim como um monte de outros transtornos e problemas que só ouvimos falar relacionados a criança e escola.


Durante o processo de diagnóstico, com vários testes psicológicos realizados por uma equipe multidisciplinar numa clínica especializada, devorei o que me caiu nas mãos (e no navegador da internet) sobre o assunto. Especialmente o livro Mentes Inquietas, da médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva – excelente leitura, recomendadíssimo! (leia trecho).  Mas fiquei com a estranha sensação de que ela havia lido a minha mente, porque  relatava coisas que pra mim eram tão normais e triviais que que eu nunca havia parado pra pensar a respeito, como também pensamentos e sentimentos que eu nunca havia verbalizado, e que eram traços do TDAH.


Como identificação com a história dos outros nunca foi um critério diagnóstico confiável, eu continuei com o processo de avaliação na clínica psicológica. Mas comentava com pessoas próximas que se eu não tinha TDAH, alguma coisa eu tinha, e queria descobrir logo o que era pra poder saber o que fazer dali pra frente. Até que saiu o laudo: TDAH do tipo distraído, sem hiperatividade – sem hiperatividade física, porque mental tinha de sobra. Mas à exceção do livro citado e alguns outros, mais o site da ABDA e uns poucos blogs, não encontrava muita informação sobre “o que eu faço agora?”. Até que resolvi pesquisar em inglês.


Achei tanta coisa que fiquei tonta. Demorei alguns meses processando tudo. Fui entendendo melhor o que é, as polêmicas, os diferentes enfoques, aprendi estratégias, revi conceitos, fiz experiências, concordei, discordei, pensei. Tive acesso a blogs, associações de pessoas com TDAH, fóruns, livros eletrônicos, artigos científicos, podcasts, seminários GRATUITOS pela internet, grupos do Facebook, sites informativos, e a lista continua. Minha vida não mudou da água pro vinho, ainda há muito que caminhar, mas aprendi muitas coisas que me ajudaram e continuam me ajudando. E continuo aprendendo. E continuo pesquisando.


Daí nasceu a ideia de fazer esse blog, pra compartilhar com vocês as coisas que eu tenho descoberto. Pretendo postar traduções de textos originalmente publicados em inglês à medida que for traduzindo, e também algumas reflexões. Alguns textos podem parecer técnicos demais, ou um pouco chatos, mas vale a pena conhecer, porque refletem o esforço das pessoas que trabalharam para produzir esse conhecimento. O objetivo é substituir especulação por fatos, e fornecer informações que ajudem você a tomar decisões bem fundamentadas sobre como lidar com o TDAH na sua vida e/ou na vida de quem você ama.


Concordo com o que já vi algumas pessoas dizerem: o problema não é o TDAH, o problema é o TDAH não tratado. E a educação sobre o TDAH é o melhor tratamento que existe.

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